terça-feira, novembro 24, 2009
2.6
quinta-feira, novembro 19, 2009
cedi...
terça-feira, novembro 17, 2009
segunda-feira, novembro 16, 2009
domingo, junho 28, 2009
hiperansiosa
quarta-feira, março 04, 2009
As facilidades da internet
saudade...
a mostarda me lembrou ele,
o gato de porcelana me lembrou ele,
o gato me encarando embaixo do carro também.
o gato era marrom claro e tinha a cara preta e
somente as patinhas eram brancas que mais pareciam
que o gato estava com meias.
a falta do desodorante me lembrou ele,
a internet me lembrou ele,
o msn também.
a barba por fazer me lembrou ele,
empilhar a louça no escorredor me lembrou ele,
o vinho fechado também.
a preguiça, a carência, o ciúme,
a indecisão, o calor, o frio,
a rua, o não, o mexer das árvores durante a refeição.
Tudo me lembrou ele
e a mim também.
sábado, fevereiro 28, 2009
2.5
O tempo está passando pra mim
E o tempo está passando por mim
Olho pra região abaixo dos meus olhos:
Sulcos... eles atestam que vi muitas estações.
Sempre tive pressa e agora sofro de uma impaciência
In-su-por-tá-vel.
A pressa me mata, não gosto de saber que convivo com ela.
Procuro a paciência e a quietude do divino,
porém constato que sou atéia.
Mas sou do tipo de atéia que dou graças a deus na frente dos meus pais
para acalmar a alma que eles acreditam ter,
e do tipo que escreve deus em minúsculo para
acalmar a minha certeza da não-alma.
Muito me angustia essa atitude das pessoas de simbolizarem tudo
E de tudo divinizar. Elas não vêem que não é preciso? Que nos bastamos?
Aceito a ajuda dos amigos, da família... eles são infinitamente mais importantes (sem falar em reais).
O que um deus em toda a sua divindade pode fazer por mim que sofro com coisas tão terrenas como as contas e as minhas dúvidas sobre os meus problemas amorosos?
terça-feira, fevereiro 03, 2009
e a Comunidade Campina???
sábado, janeiro 24, 2009
Adquira já o seu teste de paciência através do SUS
Ontem, acordei às 05:00 da matina, com a cara amassada, o cabelo mais ou menos penteado, os dentes por escovar. Coloquei uma calça e uma camiseta e pernas pra que te quero ao posto de saúde. Quando cheguei lá, umas 05:15h mais ou menos, havia quatro pessoas. Um deles me disse: "Você é a oitava!". Hein?! Como assim? "Ah! É que teve um pessoal que foi em casa e volta já." Eu pensei comigo... Ok! Estou entre os dez, não vou procurar briga. Teve uma galera que entrou na mesma política e saiu e só voltou perto das 07h. Enquanto o tempo passava, e eu via pessoas indo e voltando enquanto eu e mais umas 3 ou 4 pessoas estávamos lá sentados na calçada morrendo de sono e sentindo o sol começando a queimar fiquei observando o rosto daquele pessoal. Quantas filas diariamente desde pequenos eles não enfrentam para conseguir os seus direitos. Quando pequena e até os 18 anos eu tinha assistência médica, tudo muito fácil. Dentre outras coisas possibilitadas pra mim devido ao fato de eu ser uma garota "classe média". Escolas particulares ou federais. Tudo muito mais fácil. E ali estava uma galera que enfrentava o sol seja nas filas ou no trabalho diariamente. Consegui refletir sobre essas coisas e muitas outras enquanto estava na fila. Ou seja, definitivamente, um teste de paciência. Descobri que não sou muito paciente e fiquei muito braba quando vi uma mulher chegar no momento de marcar a consulta dizendo ter aparecido na frente do posto às 04:00h da matina. E como diria aquela música do mamute pequenino: O que aconteceu? Bom.. Não fiz merda, mas bati boca feio. Isso prova que não sou nem um pouco paciente.
Como eu disse: coisas que só o SUS faz por vc!
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Comunidade Campina 2 - A viagem de volta
Xauzes!
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Como tirar o passaporte
"Existem dois modelos do documento, o passaporte comum padrão ICAO, cor azul e o passaporte modelo antigo padrão não-ICAO, cor verde. Verifique o seu modelo de passaporte no site. "
Na realidade, agora só existe o passaporte padão ICAO, cor azul.
Para a tristeza de alguns, não há mais o valor para o passaporte não-ICAO, uma vez que este já não é emitido mais. Ou seja, o valor é R$ 156,07 (esses sete centavos são engraçadíssimos...).
DOCUMENTOS
O interessado em obter o passaporte comum deve ser brasileiro nato ou naturalizado. Para realizar o pedido é preciso comparecer em quaisquer das unidades descentralizadas ou postos de atendimento do Departamento de Polícia Federal (isso pode ser feito mais calmamente se vc tiver feitos o agendamento no site) e apresentar em original os seguintes documentos:
- Carteira de Identidade Civil (RG) e Certidão de Casamento com a devida averbação, se for o caso, para as pessoas que tiverem o nome alterado em razão de casamento, separação ou divórcio;
- Carteira de Identidade Civil (RG) ou Certidão de Nascimento para os menores de 12 anos;
- Título de Eleitor e comprovantes de que votou na última eleição (dos dois turnos, se houve). Na falta dos comprovantes, declaração da Justiça Eleitoral de que está quite com as obrigações eleitorais, ou justificativa eleitoral;
- Documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório, para os requerentes do sexo masculino a partir de 01 de janeiro do ano em que completam 19 anos até 31 de dezembro do ano em que completam 45 anos;
- Certificado de Naturalização, para os Naturalizados;
- Comprovante de pagamento da taxa em reais, por meio da guia GRU (Guia de Recolhimento da União), que deverá ser preenchida pela internet, sendo necessário o CPF do requerente ou responsável, código da receita e da unidade arrecadadora conforme tabela das receitas existente na própria guia;
- Apresentar o Passaporte anterior, quando houver (válido ou não). A não apresentação deste, por qualquer motivo, implica em pagamento da taxa em dobro;
- O brasileiro que tiver seu passaporte válido inutilizado por qualquer repartição consular ou de imigração estrangeiras, no Brasil ou no exterior (por negativa de visto ou deportação), não está impedido de requerer um novo passaporte. Basta apresentar o passaporte, válido ou não, para cancelamento.
- Conforme legislação, outros documentos poderão ser exigidos.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Comunidade Campina - A viagem de volta
Por quê não??? Acho q tá na hora de voltar. Por isso, começo hj minha viagem de volta. À princípio, tenho um antigo e-mail da galera da Campina. Vou entrar em contato com eles e ver se rola de voltar agora nesse período. Vou transcrevê-lo aki. Torçam por mim. Espero chegar lá viva e não cometer as loucuras que akele cara q fez "A Natureza Selvagem". Vou fazer disso aki uma espécie de diário que acho que não vai rolar de atualizar lá, mas não custa tentar. Vai q vcs tb se apaixonam.
Olá,
Meu nome é Lorena, sou de Aracaju. Tem tempo que entrei em contato com vcs... fui aí no final de 2003 ainda qdo era estudante de Biologia e entrei em contato novamente em 2006, mas acabou que não puder ir novamente. Queria muito voltar à comunidade. Nessa visita, eu iria sozinha. Não lembro mais como chega... até onde devo pegar ônibus e tal. Se eu não me engano, vou até lençóis e de lá tenho que pegar um outro carro, né? Posso passar uns dias aí na comunidade??? Rola de acampar aí novamente??? No mais, Beijos.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
?
sexta-feira, janeiro 02, 2009
idéias...
quinta-feira, dezembro 25, 2008
A saboneteira
segunda-feira, dezembro 08, 2008
falta
sexta-feira, janeiro 04, 2008
A janela e a menina
A menina tinha uma janela no seu quarto. Uma janela que dava para uma grande área ao lado da casa. Mal sabia ela que a janela era tão importante e só soube de fato quando a perdeu. De quantas maneiras possíveis se pode usar uma janela? No dia-a-dia da garotinha havia várias. Por que sair pela porta? Por que usar aquela porta sem graça se havia a janela? Sim, a janela era a melhor porta para ela (e talvez para a maioria das crianças de sua idade). Dava mais trabalho, pedia da menina mais atenção, mais cuidado, mais contorcionismo, mais equilíbrio e era sedutoramente mais perigoso. Também era um modo de chamar a atenção. “Menina, não faça isso!” E ela fazia. “Você é uma mocinha”. Não, não era... e nem queria ser. “Você vai acabar se machucando”. Era o que adorava ouvir, pois sabia que não ia se machucar, mas sabia que gostava que os outros se preocupassem com ela. A janela também servia para enfeitar seu quarto. Colocava mil cacarecos coloridos no parapeito da janela. Eram bonecas (ou pedaços delas), enfeites (ou pedaços deles), revistinhas (ou algumas páginas soltas)... empilhava tudo isto na idéia de que deveria estar a mão (de um lado ou do outro da janela), para depois tirar tudo quando precisava sair do quarto. A janela era usada para atiçar a imaginação. Como assim? Dava pra ver o céu e as infinitas formas de nuvens e, a cada uma destas, a menina ia dando nome. “Coelho!”, “avião!”, “telefone!”... Era uma festa. A janela ainda tinha um papel que a menina pouco ligava, o de arejar o quarto.
Um dia, o pai da garotinha achou que aquela área lateral da casa era um desperdício de espaço e fechou a janela do quarto da menina com blocos, uma mistura de areia e cimento, e uma parca camada de tinta para encobrir que algum dia existira uma janela ali. Construiu pequenas salas para alugar e complementar a renda. A menina foi obrigada a sair pela porta e já não podia admirar do seu próprio quarto os diversos seres e coisas que viajavam lentamente pelo céu. Aquilo que ela pouco dava atenção agora lhe fez a maior falta, o arejamento de seu quarto. Este agora era deveras escuro e mofado... o sol não entrava nunca. Seu pai tentou compensar a escuridão com lâmpadas de maior potência e tentou compensar o pouco arejamento com uma pequena abertura no alto da parede que dava para a cozinha. Por essa abertura, além de um pouco de ar também entrava o zum-zum-zum da conversa na cozinha, o barulho do rádio e os estalos das frituras, os sons metálicos das panelas... Não dava para dormir direito, principalmente quando alguém resolvia fazer uma boquinha de madrugada. Ela sentia que nada substituiria a “janela-porta” do seu quarto. O lugar ficou abafado e seu pai lhe comprou um ventilador. A menina tinha uma séria alergia ao fungo que se desenvolveu em seu quarto, principalmente por causa da estação fria e seu pai então lhe deu remédios. Para lhe entreter seu pai também lhe deu uma televisão e, segundo o pai, a menina superara a falta da janela, pois agora menina ficava o dia todo na frente da televisão, arejada por um ventilador e tomando seus remédios para alergia.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
P.S. Eu te amo
Faz tempo que não escrevo... nem sei bem o que quero escrever. Só que fiquei pensando nisso durante dias. Tipo, várias idéias me vieram à cabeça e muitas delas corri em minha mente como se estivesse mesmo escrevendo. Bom, pensei em falar do filme que vi hoje... veja só.. na verdade estou começando a parar de pensar e estou de fato botando em prática. O fato é que quem lê o meu blog sabe que eu sou piegas pra caramba... românticazinha, blá, blá, blá ou mi, mi, mi (como diria uma brother minha, Dona Tatiana). Mas velho... como falei desde o início, sou apaixonada por coisas belas.. por mais nojentamente românticas que algumas delas sejam... Bom, vamos de fato ao filme.
O nome dele é “P.S. Eu te amo”. Muito bom... OK! Vou explicar meu conceito de muito bom. Tem drama... pois é. Meu atual namorado diz que pra eu gostar de um filme, ele tem que ser drama. Estou mostrando a ele que está errado. Na verdade, ele não tem que “ser” drama, ele só tem que “ter” drama. O filme fala de perda e superação da perda. Parece banal, né? Mas para quem já se deparou com isso... é como se estivesse revolvendo um álbum de fotos e visse o quanto nós podemos crescer. Superar... algo (ou, mais difícil ainda para mim, alguém) que vc tenha se apegado, na maioria dos casos, é muito difícil. Bom, eu tenho uma coisa muita estranha com relação a filmes e livros que eu leio. Eu me envolvo mais do que deveria. Então, às vezes, quando eu vejo um filme eu me torno o personagem ou um brother muito chegado do personagem por aquele momento (e às vezes até um pouco depois). É o popular “sofrer e se emocionar junto com ele”. Por isso que tenho espasmos na cadeira e grito quando vejo um filme de suspense, ou quando choro quando vejo um drama. Bom, não vou falar muito mais do filme... Tipo, tem aquelas coisas pequenas que todo bom autor tem que botar... as miudezas do dia-a-dia. As birras, os detalhes do outro... enfim, é gostosamente brega. Vale a pena!
sábado, julho 07, 2007
"Não é apenas a reforma agrária que está em jogo, é a possibilidade de resgatar das cinzas a esperança de um mundo melhor que muitos partidos e pessoas renegam e procuram, agora, construir o caminho ladeira abaixo, por ser mais fácil e cômodo descer a montanha do que tentar escalá-la com poucas resistências, porque, de certa forma, o caminho se confunde com o da classe dominante.
– Como é possível alguém renegar tudo em que acreditou por longos anos de vida e pelo que lutou para fazer aparecer suas idéias? De um momento para outro tudo passa a ser desmentido? – Interroga Joelma.
– É de fato um tempo de contradições profundas – diz Raimunda. – Poderíamos exemplificar esta situação com uma pequena história. Diremos a nossos filhos, no futuro, que havia em um determinado tempo, grupo de pessoas que se colocavam à frente de multidões incentivando para escalar uma montanha. Iam construindo o caminho para que todas as pessoas da sociedade pudessem subir, pois lá em cima, estaria a nova sociedade. Quanto mais subiam, mais dificuldades apareciam. Começou a faltar água, comida, descanso... Um belo dia, se reuniram e olharam para cima e para baixo. Chegaram à conclusão de que, se em vez de continuarem subindo desviassem a escalada para o lado, seria menos cansativo e mais rápido chegariam ao fim. E, assim, sem perceber, foram andando para o lado e começaram a descer. Em pouco tempo, estavam todos no mesmo lugar de onde haviam saído, mais velhos e cansados. Assim, muitos se decidiram a ajudar, os que antes os criticavam, e a criticar os que tentavam subir a montanha novamente, fazendo o próprio caminho, dizendo que não era possível chegar até o topo, pois eles já haviam tentado e não conseguiram. Melhor era ficarem ali á espera de alguma solução vinda de cima, aceitaram pequenas sobras de privilégios como se fossem faíscas em plena escuridão, tentando iluminar o caminho da acomodação."